
Relatos de familiares de um detento trazem à tona denúncias graves sobre a rotina dentro da Unidade Prisional de Jataí, envolvendo supostos casos de perseguição, punições recorrentes, falhas no atendimento médico e condições restritivas de alimentação.
Segundo a mãe do jovem, ele teria passado a ser alvo constante de sanções internas e suspeitas, sendo responsabilizado por ocorrências na ala mesmo sem comprovação de envolvimento. A família afirma que, desde então, o detento foi colocado em isolamento e submetido a procedimentos disciplinares de forma contínua.
Um dos episódios relatados levanta preocupação ainda maior: um detento teria permanecido por horas com fortes dores sem receber atendimento médico. Ao tentar buscar ajuda junto aos agentes, o jovem teria sido interpretado como participante de uma suposta tentativa de rebelião e encaminhado ao chamado “seguro”.
As denúncias também apontam possíveis falhas no acesso à saúde. Mesmo com encaminhamento judicial para consulta com dermatologista, o detento não teria sido levado para atendimento especializado, o que levanta questionamentos sobre o cumprimento de decisões judiciais dentro da unidade.
Outro ponto crítico envolve a alimentação. De acordo com a família, os itens permitidos são extremamente limitados e seguem uma lista rígida, sem qualquer possibilidade de variação ou envio de alimentos caseiros. Produtos fora dessa lista seriam sistematicamente barrados, sem exceções.
Além disso, as visitas familiares seriam restritas a cerca de 30 minutos, em ambiente coletivo, sob forte controle e com rígidos procedimentos de revista, o que, segundo os relatos, dificulta o contato digno entre detentos e seus familiares.
Os relatos incluem ainda denúncias de isolamento frequente, ameaças e falta de transparência nas decisões disciplinares dentro da unidade.
Diante da gravidade das informações, surgem questionamentos sobre possíveis violações de direitos fundamentais, condições de custódia e acesso à saúde no sistema prisional.
A reportagem do Radar Notícias BM informa que tentou contato com os órgãos responsáveis por meio dos canais oficiais disponíveis, em busca de esclarecimentos sobre as denúncias. Até o momento, não houve qualquer retorno.
O silêncio das autoridades diante de acusações dessa natureza reforça a necessidade de apuração rigorosa dos fatos.
O caso segue sendo acompanhado pela família e por assistência jurídica.
