Operação Escudo: O Rastro de Sangue que o Estado Tenta Ocultar na Baixada Santista

Com 84 mortes confirmadas e denúncias de tortura, as ações sob o comando de Tarcísio e Derrite tornam-se as mais letais desde o Carandiru.

A Baixada Santista não vive dias de paz, mas de luto e medo. O que o governo do estado de São Paulo apresenta como “combate ao crime”, órgãos internacionais e defensores dos direitos humanos classificam como uma política de extermínio. As Operações Escudo e Verão deixaram para trás um número assustador: 84 vidas ceifadas, a maioria delas em comunidades onde a presença do Estado só chega pelo cano do fuzil.

O Custo Humano da Letalidade

Os números não são apenas estatísticas; são nomes, famílias destruídas e um padrão de violência que ignora a lei. Relatos estarrecedores indicam que, entre os mortos, estão pessoas com deficiência e cidadãos sem qualquer antecedente criminal. A pergunta que ecoa nas vielas é: como uma operação de segurança pode ser considerada “bem-sucedida” quando o resultado é o maior massacre em solo paulista desde 1992?

Denúncias Graves: Tortura e Execuções

O Ministério dos Direitos Humanos e a Defensoria Pública não falam apenas em “confrontos”. As evidências apontam para:

  • Execuções sumárias: Vítimas mortas à queima-roupa sem chance de defesa.
  • Sinais de tortura: Corpos com marcas que sugerem violência extrema antes da morte.
  • O apagão das câmeras: A ausência intencional de imagens das câmeras corporais no momento dos disparos levanta a suspeita de uma política deliberada de impunidade.

Investigações Sob Suspeita

Enquanto o secretário Guilherme Derrite e o governador Tarcísio de Freitas blindam as tropas, as investigações caminham a passos de tartaruga ou são arquivadas sem perícias básicas. Onde está a transparência? A falta de reconstituição dos fatos e o arquivamento em massa de inquéritos sugerem que o Estado não quer encontrar os culpados — ele quer enterrar a verdade junto com as vítimas.

O Grito Internacional

A barbárie ultrapassou as fronteiras. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e entidades globais já exigem explicações. O Brasil está novamente no banco dos réus por conta de uma política de segurança que escolhe quem deve morrer com base no CEP.


EDITORIAL: QUEM PAGA É O PERIFÉRICO A segurança pública deveria ser um escudo para o cidadão, não uma arma apontada para o seu peito. Quando 84 pessoas morrem em um curto período, não estamos falando de segurança, estamos falando de guerra contra o povo pobre. O Radar Notícias BM segue acompanhando e denunciando: até quando o sangue da periferia será o preço da “ordem” em São Paulo?

Essa é a segurança que você quer para o seu povo, governador?

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