
Santos, SP– Um final de tarde que deveria ser tranquilo no Morro do São Bento se transformou em um verdadeiro pesadelo para uma família santista. Uma criança de apenas 3 anos foi atingida por uma viatura da Polícia Militar, em um episódio que levanta sérias suspeitas de abuso de autoridade, omissão de socorro e intimidação familiar.
O Atropelamento: Horror em Frente à Creche
O ocorrido foi registrado na quarta-feira (11), no momento em que a criança saía da creche acompanhada da mãe, Tamires Gonçalves. Segundo relatos, o menino foi derrubado pelo impacto e a roda do veículo passou por cima de seu pé.
“Achei que ele fosse ficar sem o pé”, disse a mãe, ainda em choque com o ocorrido.
Testemunhas afirmam que o pânico tomou conta do local, com familiares e vizinhos correndo para tentar socorrer o menino enquanto a viatura permanecia parcialmente estacionada na calçada.
Fuga e Ameaças: Um Caso de Abuso de Autoridade?
Após o atropelamento, surgem acusações que chocam a comunidade:
Abandono de Posto: Tamires afirma que o policial fugiu do local sem prestar qualquer socorro imediato, retornando apenas com a chegada de uma segunda viatura.
Ameaças e Intimidação: A mãe denuncia que um dos agentes teria feito insultos e ameaças não só a ela, mas também à filha de 11 anos e ao marido, insinuando possíveis represálias futuras.
O episódio levanta questionamentos sobre a conduta de policiais em situações de emergência, e gera indignação entre moradores que acompanham o caso de perto.
Estado de Saúde da Criança e Ação das Autoridades
A criança foi imediatamente levada à UPA Central, onde recebeu atendimento médico pelos ferimentos sofridos, que felizmente não colocaram sua vida em risco.
O caso já está registrado no 1º Distrito Policial de Santos, e autoridades investigam não apenas o atropelamento, mas também as acusações de fuga e ameaça feitas contra os policiais envolvidos.
Uma Comunidade em Choque
Moradores relatam que episódios como esse abalam a confiança na polícia, aumentando o sentimento de insegurança e medo no bairro. Organizações locais já demonstram interesse em acompanhar o desenrolar das investigações de perto, buscando justiça para a criança e sua família.
